O aborto é a “receita” do século mais recomendada e realizada nos últimos tempos,
para uma gravidez indesejada.

Quando uma pessoa tem problemas de saúde seja física ou mental, ela busca um médico
especialista para tratar da sua saúde, o médico precisará analisar o paciente e depois indicá-lo
tratamento, e provavelmente irá prescrever uma receita com remédios que vão combater o
problema que foi detectado, sendo, um resfriado, uma alergia, uma gastrite ou uma dor de
estômago. E todo medicamento que é indicado sob prescrição médica para tratar seja qual for o
problema de saúde vem com uma bula. O que é uma bula de remédio? A bula é um documento
legal sanitário que serve para obter informações e orientações sobre medicamentos necessários
para o uso seguro e tratamento eficaz. Ela pode ser de dois tipos: Bula para o Paciente (que é
aquela destinada ao paciente, com termos mais acessíveis e diretos) e Bula para o Profissional
da Saúde (que é aquela destinada ao profissional, com termos mais técnicos e informações mais
complexas). O paciente ao ler a bula vai entender para que este medicamento é indicado, como
este medicamento funciona, quais os males este medicamento pode causar etc.
Esse mundo o qual vivemos é exatamente assim, sempre tem uma receita que foi prescrevida por
alguém que se acha competente para dizer o que você deve fazer da sua vida e as escolhas que
você toma. Há diversas narrativas criadas que podemos chamar de receitas, para qualquer
situação que as pessoas enfrentam, por exemplo um casamento, criou-se uma narrativa que o
divórcio é a solução para todos os problemas de um casamento, esta é a receita. Outro exemplo
clássico é que o homem para mostrar que ele é um homem de verdade ele precisa ter tido muitas
mulheres, ou seja, a solução, a receita que a maioria das pessoas indicam, é que, se você quer
ser homem de verdade precisa resolver o seu “problema” com a virgindade. Percebe-se que tem
coisas que são culturais? Existe receita para tudo, e muitas se tornam as melhores receitas.
Muitas pessoas podem dizer que são até receitas “infalíveis” como se fosse uma receita de bolo,
ou até mesmo como já foi dito anteriormente uma receita médica.
Mas, gostaria de ressaltar uma outra situação, com uma outra falsa narrativa ou falsa receita, que
seria o aborto. A receita para uma gravidez indesejável é o aborto. Isto é, o aborto tornou-se,
infelizmente, a melhor receita para uma gravidez indesejável. O aborto é uma receita que as
pessoas estão passando uma para as outras como solução, uma receita que é defendida, é
fortemente motivada através de movimentos coletivistas, filmes, noticiários, e assim se cria essa
corrente de peso que defende a pior receita do mundo, o aborto. Segundo dados da
worldometers.info que é administrado por uma equipe internacional de desenvolvedores,
pesquisadores e voluntários, só neste ano, mais de 12 Milhões de abortos foram realizados, ou
seja, esses bebês foram assassinados no ventre de sua mãe. Infelizmente, essa é de fato uma
receita usada por muitas mulheres.

O movimento feminista contribuiu fortemente para que o aborto fosse a melhor receita para a
mulher. Segundo Margareth Sanger, feminista de segunda onda, as mulheres deveriam
primeiramente se libertar da escravidão biológica, e a melhor forma era através do controle de
natalidade, do desencorajamento da fertilização daquele que ela vai chamar de “deficiente mental
e físico.” Sanger foi ativista abortista e eugenista, abriu a primeira clínica de aborto nos EUA,
localizada no Brooklin. Margareth Sanger sem dúvida influenciou a mentalidade de muitas
mulheres que continuam influenciando outras mulheres. Todas as mulheres que aceitaram o
aborto como uma solução para uma gravidez indesejável, e imaginaram ser o melhor remédio já
prescrito numa receita, obviamente não leram a bula, não leu sobre os males físicos e mentais
que o aborto pode gerar em suas vidas, que tipo de sequelas esse procedimento causa.
As complicações físicas de um aborto que jamais serão mencionados pelas pessoas que
incentivam o assassinato de bebês são: hemorragias uterinas; perfuração do útero, perigo de
lesão no intestino, na bexiga ou nas trompas, esterilidade, inflamação das trompas, morte,

subsequentes gestações afetadas, aumentando o risco de prematuridade, gravidez ectópica,
abortamento espontâneo, e baixo peso ao nascer. Essas são apenas complicações físicas, e
quais seriam as complicações emocionais? A queda na autoestima pela destruição do próprio
filho, frigidez (perda do desejo sexual); aversão ao companheiro, culpabilidade ou frustração de
seu instinto materno, desordens nervosas, insônia, neuroses diversas, doenças psicossomáticas,
depressões. É importante primeiramente se informar com diversas pessoas sobre este assunto,
buscar ajuda e apoio. O trabalho dos providas é justamente abraçar e aceitar a mulher
independente de sua escolha, mas principalmente mostrar a ela que abortar não é a melhor
receita, há uma falsa narrativa por trás dessa cultura de morte que não é contada.
Portanto, entenda que, por mais que se crie uma forte e falsa narrativa sobre o aborto, ele não é a
melhor receita. É apenas uma forma de destruição da mulher e da vida que ela está gerando.
Precisamos dar voz a quem ainda não pode falar e levar informações verdadeiras para acabar
com a desinformação, mentiras sobre o aborto e com a cultura da morte.

Matheus Cavalcante
historiador e voluntário B4L